Monday, October 10, 2016

Demorou, mas a dor voltou

Passei muitos meses bem.
Feliz por ter conseguido o que queríamos, e mais impressionada de ver como estava bem. Praticamente sem dor. Era tão pouco que me deixava muito feliz.
Mas há dez dias... o pesadelo voltou com força total.
Dores, dores. Impossível dormir. Impossível virar na cama...
Acordar é um tormento. Exatamente como há quatro anos. Um sofrimento imenso.
O movimento ajuda. Por saber disso eu insisto. Me esforço para andar, até que melhore um pouco e seja, pelo menos, suportável.
Mas o que me magoa profundamente é a falta de compreensão de quem se diz ser meu companheiro.
Caramba!! Eu tento explicar a dimensão da dor. Não é pouca coisa. É muito!! Muito forte. Beira o insuportável. Mas mesmo assim: 'toma um tylenol'!
O que é isso?
Nem Tramal resolvia!! o que dizer de um mísero Tylenol.
Deve ser brincadeira.

Também escuto: 'eu já tive dor nas costas'. Ok. Claro que já teve. Nunca te vi mancando, nunca te vi sofrendo de dor. Essa dor nas costas que você está falando eu também já tive, e posso te garantir que é fichinha perto do que eu estou passando.

Eu tenho vontade de morrer. Já tive outras vezes e não fiz nada. Ainda bem. É verdade que a dor melhorou, mas demorou muito!!! É muito sofrimento. 

O que eu queria neste momento era compreensão. Compreensão sincera, não diminuição do meu sofrimento, não comparação com algo muito mais leve, fazendo parecer que eu estou exagerando.
Não, não estou!

A dor é realmente forte. É incapacitante. Eu sou insistente e sei que ficar em casa, deitada, não resolverá nada. Por isso saio, por isso vou ao trabalho. Faz bem à mente. Faz bem para a superação. Mas é difícil.

Eu só queria que acreditasse em mim quando eu digo que realmente está doendo!!!

Mas não...

Sunday, June 05, 2016

E foi igual...

Acho que tudo acabou!!!

Monday, April 18, 2016

Biquínis e corpos

Foi dia 5/4/16
Estava eu contente, até me sentindo bem comigo mesma na praia, na piscina quando, à noite, enquanto nos preparávamos para o jantar e foi pendurar o biquíni na varanda do quarto e ele me disse: "que tal se você escolhesse uma loja de biquíni e lingerie para eu ir com você para escolher sutiãs e calcinhas e biquínis novos para você? "

Meu sangue ferveu. Nenhum dos biquínis que eu levei para a viagem estão bons? Tenho biquíni tipo tomara que caia (com uma tirinha em vila do pescoço pois a idade exige), tem cortininha,  tem com bojo tipo frente única.  Tem calcinha de biquíni tipo tanga e rem com lacinho.
Meu corpo não ajuda, comprei os que ficam melhor no material que possuo... Fiquei arrasada.

Expliquei a ele que não é fácil arrumar um bom biquíni para o meu corpo, se ele quisesse em novo corpo, poderia ir procurar.

Aí veio o golpe fatal. Ele disse que tinha experiência,  que cresceu na praia e 'entende' melhor disso. Claro! Biquíni no corpo das cariocas de 20 anos!! Eu também sei comprar!! Qualquer um fica show!!

Agora pega uma paulista sedentária,  com mais de 40, que passou alguns anos no efeito sanfona. E quer colocar o mesmo biquíni? Não vai dar certo. Causa frustração e sofrimento na pelancuda. E ainda mostra a diferença entre o que o homem quer e o que ele realmente tem. Aí não dá para reclamar se houver aquela famosa troca em breve. De uma de 40 por 2 de 20...

Um dia ele me viu saindo do banho e disse que achava que eu ficaria linda num biquíni tomara que caia. Como eu tenho um 'tipo' tqc mas com uma tirinha,  eu vesti a parte de cima, apertei bem para 'tentar' deixar no lugar e escondi a tirinha. Aí virou o verdadeiro tcq. Mostrei a ele e olhe só o que ouvi: "acho que ele deveria ficar mais para cima".

Dããã.  Não fica porque não tenho 20 anos.
A gravidade e o tempo são implacáveis.
Isso mostra que  imagem que ele tem são dos corpos das belezuras  cariocas de 20 anos, quadro ele frequentava as praias de lá.

Como eu me sinto? Super mal. Cheia de flacidez,  de gordura localizada.
E olha que eu me esforço.  Sei que para minha idade até que sou bem apanhada. De biquíni não dá. Mas de roupa disfarço bem.

Mas sei que tesão,  nunca mais. Admiração,  também não. O dia da troca vai chegar...

Saturday, November 07, 2015

Acho. ..

Que  ele não gosta mais de mim.
As pessoas cansam. As pessoas se irritam. As pessoas desistem.
Várias vezes eu já desisti...

Friday, November 06, 2015

Pré FIV

Ontem era o dia para vir a menstrução e começar a nova FIV.. e ela não veio... fiquei médio, porque não havia nenhum sintoma desta vez, por isso eu não achei que pudesse estar grávida, apesar de ter feito tudo certinho nos dias importantes...

E também foi aniversário de casamento nosso. Cheguei do trabalho, tomei banho e resolvemos sair... somente comer uma pizza aqui perto. Antes de sair ganhei dois lindos berloques para a minha pulseira Life.

Foi gostoso na pizzaria, conversamos, contei que liguei para a médica, porque a menstruação não tinha vindo e que deveria esperar até amanhã, mas mesmo assim marcamos o utrassom para sábado e antes do ultrassom precisarei fazer exame de sangue, tudo agendadinho e contei que eu já havia tomado as providências e tudo estava acertado.

Voltamos para casa, e eu dei meu presente para ele, uma música que aprendi a tocar no violão (não dá para comparar, mas eu não sei mais o que comprar para ele, pesquisei, rodei o shopping, mas não tem algo que eu possa acertar, por isso desisti).

Depois... e depois fomos dormir, felizes por estes anos juntos, apaixonados...

Hoje a menstruação veio, confirmei o exame de amanhã e que ele não precisaria fazer exames. Cheguei em casa à noite e falei sobre isso e que havia pensado em ir para SP bem cedo e ficaria lá matando o tempo até o ultrassom, só para não ter que voltar.... aí a confusão começou.

Ele achou que eu voltaria, eu disse que não via motivo de tanto deslocamento, mas aí ele disse que iria comigo, aí eu vi uma razão, mas era tarde demais, a confusão já havia se iniciado... ele achou que eu deveria ficar por lá porque já havia pensado assim, ai eu tentei explicar que não era assim, pois eu não sabia que mesmo não precisando fazer exames ele iria comigo lá.... e ... uns dez minutos depois, não chegamos a conclusão nenhuma e estou cá chateada... pensando... toda vez que tocamos nesse assunto, gravidez, FIV, tentativas... dá essa merda!!!
Estou completamente chateada hoje. Deixei de ir à academia porque estou com raiva, muita raiva nesta noite.

Fico até pensando como será nosso futuro!!
Como vamos resolver nossos problemas (interrogação)


Friday, October 02, 2015

Meu DEUS. Me casei com a minha mãe.

às vezes eu acho o comportamento do meu marido muito igual ao da minha mãe, veja só o que eu escrevei aqui, é muito igual, e me irrita exatamente da mesma maneira!!!
Não é incrível.
Ok. Já sei que não posso mais comentar as coisas com ele. Eu sei fazer isso, e para mim nem é tanto sacrifício, assim.
Infelizmente, ao fazer isso eu também mudo o modo de me relacionar, ou seja, o papel desempenhado pela pessoa ao meu lado muda.
O companheiro, aquele que deveria estar ao meu lado, não estará mais.
Qual a confiança que vou ter se não posso mais me abrir e contar as coisas que estão passando pela minha cabeça?
Mude algo em um relacionamento, e não mudará apenas uma coisa, a dinâmica também será atingida...
Foi a escolha dele. Eu já vivi muito tempo solitária, e em alguns momentos eu até curti... 

Falando para o vazio!

Hoje eu tive uma confirmação.
TODAS as vezes que eu achava que ele não estava ouvindo, que ele não estava interessado ou que ele não queria ouvir, (como neste dia)... era verdade.
Eu passei horas, se não dias (somando, é claro) falando para o vazio. Falando para o nada...
Que raiva eu tenho de mim mesma.
Muita raiva, mesmo!!! 
Raiva de ter dividido coisas minhas, raiva de perder meu tempo falando para quem não estava interessado. Raiva de ter me aberto, de ter me exposto. 
Estou arrasada. Realmente chateada comigo mesma.
Será o começo do fim?
Ás vezes eu acho que o começo do fim já foi, e que nós já estamos no meio dele...
Por que dividir o mesmo teto com alguém se você não quer conversar, se a convivência já é mínima e, mesmo nestes mínimos momentos, você não quer conversar. Não quer saber como foi seu dia, não quer saber o que a pessoa pensa, o que a aflige, quais são seus anseios? Pra que
Qual o sentido disso?
Por que estamos juntos?


Blindagem emocional

Foi isso que eu ouvi hoje!
Acordamos cedo para a tão esperada consulta da dra. Daniella.
No banho vi mais um pouco de sangue e não resisti.  Limpei com papel e fotografei.

No café da manhã eu não resisti e contei para ele.  Falei que não poderia ter certeza, mas que poderia ser um sinal. Mostrei até a foto que tinha acabado de tirar.

Pegamos o carro e fomos em direção ao consultório.  Via Waze, é claro.  No caminho o celular deu uma travadinha e eu me prontifiquei a arrumar. Fiz do jeito que faço no meu, que vive dando problema. Tentei uma vez, tentei a segunda e ele disse : desliga tudo e faz de novo - bem ríspido comigo. Eu disse: já  está voltando.  Calma. Voltou.

E continuamos no caminho.  Ele SEMPRE fixa tenso no trânsito. Cacete!  Por que nome deixa dirigir, então. Eu não fico. Aí  ele fica tenso comigo dirigindo (ele acha que eu não dirijo bem).

Aí fiquei na minha.. pedi para ligar o ar ou abrir a janela. Ele falou para eu escolher. Liguei o ar bem fraco e logo desliguei o condicionador,  ficando somente o ar mesmo.

Depois de um tempo ele pediu para mudar a temperatura do ar, eu disse que o ar, efetivamente, não estava ligado, que eu só deixei para circular e ele, grosseiramente, me disse que não era isso, era que a temperatura estava um pouco quente, e ele estava com dificuldade de respirar.

Mas isso foi dito rudemente, com tem sido ultimamente. Aí eu fechei a cara e fiquei quieta, não dá para conversar com ele enquanto dirige. Não era assim no passado, mas a paciência dele comigo está realmente chegando ao fim.

No consultório, enquanto esperávamos, conversamos um pouco e eu falei para ele que eu não gostava da maneira como ele estava comigo, sem paciência e ríspido.

Eu disse que entendia tudo que ele tem passado, mas que eu não tenho culpa, e que ele deveria dizer o que ele quer que eu faça nesses momentos, porque eu não aguento ser tratada assim.

Ele me falou: “você não sabe o que eu passo no trabalho, ontem foi uma discussão no início e um no final do dia”. Eu insisti em dizer que entendia tudo isso, mas que eu não tinha culpa e eu não gostava desse modo de ser tratada. E fiquei na minha, quietona.

A Dra. nos chamou, conversamos com ela, contamos nossa história, contei a história da minha família, ela olhou todos os exames, fez um ultrassom e deu seu parecer. Expliquei o que fizemos no ciclo passado e o que aconteceu hoje de manhã.

Ela disse que não havia como saber, mas que poderia, sim, ser um sinal. Não teria como saber e o ultrassom feito nessa fase não mostraria nada, mesmo.

Na hora de irmos embora, perguntamos à secretária qual seria o custo do tratamento, a pessoa responsável não estava, mas ela explicou bem para a gente e deu o folheto. Aí a responsável chegou e ele queria falar com ela, eu disse “por quê”, ele disse que ficaram dúvidas. Eu perguntei quais eram e eu mesma respondi, na verdade a secretária havia esclarecido tudo. Ele, simplesmente, ou não prestou atenção ou não estava com cabeça para isso. Convencido, fomos embora.

Depois ele me disse (vc nunca falou que sua irmã tinha feito FIV). Cacete, de novo!! (Eu contei para ele que ela fez um monte de tratamentos que passou muitos anos nesta tentativa, que ela conseguiu engravidar uma vez e a filha nasceu de sete meses e, quatro horas depois, faleceu. – mas neste momento, eu apenas disse: “não falei? Não te contei que ele tentou pra caramba até conseguir engravidar?? Achei que eu havia te contato”)

No carro, indo embora, eu comentei que depois do ultrassom, quando a Dr. retirou o aparelho do ultrassom, ele também estava com um pouco de sangue, e me falou que não tem como saber, que pode ser um pequeno sangramento depois da ovulação, mas que também poderia ser a nidação. Ele disse: “eu me blindei emocionalmente”

Isso foi foda!! Cara! Eu tive vontade de sair do carro. Me arrependi até o último fio de cabelo de ter contado a ele sobre a nidação e disse isso a ele, com todas as letras. Ele falou, mas você ia falar na frente da médica (a idéia original era não contar a ninguém, mas eu fiquei tão empolgada hoje cedo, que resolvi dividir com ele – me arrependi!!).

Falei também que não queria que ele fosse me buscar no metrô, hoje, que eu voltaria de ônibus. Ele falou “por que isso??” e eu falei que sempre eu quero voltar sozinha, não é só agora. Que eu não gosto que ele fique me trazendo me levando, que gosto de ser independente.

 E assim que ele chegou no metrô eu disse “ Tchau, Bom trabalho” e saí do carro. Sem a menor vontade de voltar para casa.

E no caminho, vim pensando, que eu não tenho ninguém para dividir meus anseios, minhas neuras, minhas inquietações, meus devaneios, absolutamente nada. Ele não tem mais saco de me aturar. Ele não aguenta mais, a cada ciclo, eu falar para ele o que penso, o que senti, o que espero. NADA!!! Eu estou cansada disso. A cada ciclo eu renovo minhas esperanças, digo que não vou ficar me iludindo, mas é inevitável olhar cada possível sinal como um possível sinal, ao invés de simplesmente ignorar e não levar em consideração.

Estou cansada de falar com o nada. Estou cansada de ocupar meu tempo com alguém que não gosta mais de mim, que não quer me entender, que não quer me escutar. Pense, como vou conseguir criar um(a) filho(a) se sendo apenas nós dois já caímos nesta dificuldade tamanha. Hoje eu sinto saudade de quando estava sozinha. Eu não tinha ninguém para dividir tudo aquilo que eu listei acima, mas eu não tinha ninguém mesmo, em compensação eu fazia, simplesmente, tudo o que me dava na telha. Vontade de jantar, jantava. Vontade de rodar por aí, rodava por aí. Vontade de fazer nada, fazia nada. Vontade de ver novela, oba! Novela. Agora eu não posso fazer o que me der na telha, isso não seria um problema se eu tivesse um ombro, alguém para dividir os sonhos.

Desde que ele falou nesse assunto de ter um filho, nós só brigamos. Foi no aniversário dele no ano passado, no restaurante, que ele me pôs na parede para ter um filho. Foi na primeira consulta da Dra. Bianca, que eu não devo esquecer tão cedo uma discussão daquelas proporções pelo motivo que aconteceu. Nos primeiros exames que eu tive que fazer e demorei dois dias para decidir em qual laboratório fazer. Foi na segunda consulta da Dra. Bianca que ele não havia entendido o que ela tinha proposto como tratamento (e eu tinha, neste dia me arrependi, seria melhor ter concordado com o entendimento dele, eu pouparia um estresse em minha vida, mas não, quis insistir que ela havia dito exatamente o que ela havia dito e me fudi!). Cara, eu não aguento o tanto de discussão que a gente teve em torno deste assunto. Era para ser algo para nos unir, não para nos separar... E está nos separando.

Quem quer voltar para casa nestas condições?

Quem tem vontade de encontrar o marido depois de ouvir sobre “blindagem emocional”

Eu estou me blindando emocionalmente, é tanta rispidez, é tanta dificuldade de comunicação e para mim é tanto sofrimento, que, para continuar feliz neste relacionamento, eu é que terei que me blindar emocionalmente. Mas eu não sei se eu quero... Eu gosto de ser emotiva, eu gosto de sentir....

Seria a solução ficar sozinha??

Tuesday, September 08, 2015

Depressão

Hoje eu me sinto deprimida.

Eu não acho que eu sofro de depressão. Nunca achei. Já me vi triste demais, mas nunca acreditei que fosse isso.
E até hoje acho que não, apesar de momentos de grande tristeza minha vida sempre continuou seu curso normal, sempre trabalhei, estudei, fui atrás das coisas. Acho que tristeza e melancolia fazem parte da vida da gente.

Mas hoje estou com pensamento de deprimida.

Hoje, como já disse em outro post, é meu aniversário. Mas não quero comemorar. Não é que eu me negue a ficar mais velha, afinal, isso acontece dia a dia, não é uma vez por ano, que, de repente, a pessoa fica mais velha. Isso é apenas um marcador.

Mas eu pensei: feliz aniversário o caralho!!
Há 41 anos aconteceu uma coisa errada. Eu nasci e estou com ódio dos meus pais por terem me fabricado!!! Ódio, sim.  Há 41 anos e 9 meses uma falha aconteceu... Estou com raiva da vida e só penso na morte.

Morrer. Morrer. Morrer. Meu desejo mais sincero hoje!!

Mais uma vez... Quem não engravida sou eu!!!

Após 14 dias de espera... fiz o teste hoje e deu negativo.

Eu estava cheia de esperanças, de verdade. Com fé mesmo que iria dar certo, mas não deu...

Agora estou triste, arrasada!

E pensando.. e agora?

O que será de nós?

Pensei também no que tem acontecido com a gente.

E, no banho me veio uma luz. Acabou!

Ele não me ama mais. Eu sentia isso há alguns dias, mas não identificava o que era. Hoje, sim. 

Nossas brigas mais frequentes, a irritação dele com um dia de atraso meu para marcar os exames. 

Na primeira consulta eu fui sozinha. Assim que cheguei no escritório liguei para ele. Mas tínhamos outras coisas para resolver, também, como a reforma do apto que estava acontecendo exatamente ao mesmo tempo. Assim que cheguei no escritório eu liguei para ele para conversarmos. O primeiro assunto que tratei foi o do encanador, que era mais rápido, assim eu poderia passar para  seguinte, que era a consulta e um pouco mais demorado. Ele disse "tá, tá" e não me pareceu muito receptivo, aí eu me fechei, disse que a médica tinha pedido alguns exames, e só.

Quando cheguei em casa foi difícil, ele estava bravo comigo, disse que queria saber como tinha sido a consulta e eu nem falei com ele pelo telefone (para mim, era ele que não estava muito interessado em conversar pelo telefone). Expliquei que eu havia decidido falar primeiro sobre o assunto do encanador, que era rápido, assim poderíamos tratar com calma sobre a consulta, mas ele não pareceu receptivo no telefone e resolvei deixar para conversar em casa.

Briga, gritou, falou que ele estava muito ansiosos, queria saber como foi a consulta, etc. etc.

Eu expliquei que a médica disse que meus exames estão bons, que pela minha idade ela esperava até pior. Falou das opções de tratamento para o nosso caso, mas que, pela minha idade ela indicava a FIV. Eu perguntei se havia algum tratamento menos radical e ela me disse que eu poderia fazer a indução de ovulação, com limite de três ciclos. E pediu uma série de exames. Até uma histerossalpingografia. E exames para o marido.

Na segunda consulta, já de posse desses exames, fomos nós dois. Ela analisou os exames e disse que indicaria a FIV para a gente, mas como já havíamos combinado de fazer a indução, prescreveu os remédios e orientou como deviam ser feitos os ultrassons.

Fui ao trabalho. Na volta, ele passou para me pegar no metrô e estava com a cara fechada. Eu tentei conversar com ele. Ele estava realmente bravo. Eu disse que faríamos o que a médica orientou, mas que ela havia dito que indicava a FIV para o nosso caso. E ele me disse: "eu não entendi a médica dizer isso" e eu repeti que ela havia indicado a FIV, mas como havíamos combinado de tentar primeiro a indução, ela manteve o nosso combinado.

Aí o tempo fechou. Ele disse que a médica falou muito rápido, usou um monte de termos que ele não conhecia e parecia que ela só falava comigo, como se ele não estivesse lá.

Ele me deixou na psicóloga. Eu já entrei chorando, triste para caramba e conversei com ela sobre todo esse ocorrido.

Voltei para casa de táxi. Sem a mínima vontade de conversar, de encarar, mesmo.

Mas conversamos e ele pediu para eu ligar para a médica para confirmar se ela havia dito o que entendi. 


No dia seguinte, liguei, ela confirmou (é claro, já que ela tinha mesmo dito aquilo). E eu disse que então faríamos a FIV. Ela explicou que eu deveria fazer um novo exame (histeroscopia) e voltar no consultório para definirmos as datas e ela explicar como seria o procedimento.

Para fazer o exame, esperei um mês, porque tem data certa do dia do ciclo para fazer e eu tinha acabado de passar desta data.

Fiz o exame e voltarmos para o consultório. Marcamos tudo e iniciamos no dia 10/07/15 o tratamento.

Injeções, ultrassom, injeções, untrassom, injeções, ultrassom. Punção.. e transferência.

A tensão entre nós era grande. Cada dia de manhã, uma aplicação (sozinha). O companheirismo que eu tive nesses dias foi zero. 

Agora, lembrando de tudo isso, eu penso. Ele quer ser pai. Eu entendo perfeitamente este desejo. Mas eu ganhei uma carga muito grande. E uma obrigação, já que que não engravida sou eu!!!

Não ele.